quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pensamentos intelectuais notívagos sobre o Gir

Na juventude os dias são longos e as noites curtas, na velhice os dias curtos e as noites longas. Está longevidade noturna acaba transformando pensamentos em notívagos intelectuais, cujo papel é incomodar.

Em uma delas meus pensamentos vaguearam e ao retornarem ao amanhecer trouxeram-me a seguinte questão: a problemática envolvendo a raça no Brasil teve sua origem na concessão por parte do Serviço de Registro Genealógico (SRG/MAPA/ABCZ) ao padrão de origem que agora voltou a ser exigido como antanho. Enquadrou no “batistério”, nome dado ao livro que define o padrão ABCZ das raças zebuínas, registrado; se não, recusado. Para obtenção do Registro Genealógico tem, necessariamente, que estar dentro do padrão. Isto, por si só, irá satisfazer os denominados “puristas”? E para o mercado, todo Gir será leiteiro?

São questões que dependem de muita reflexão por parte de quem sempre optou pelo purismo de origem, e que agora tem diante de si realizadas suas reivindicações. Penso que o momento propiciado à História da raça Gir no Brasil, pela ABCZ, deve merecer de todos nós “puristas” as mais dignas referências.

O fim do “fundamentalismo girista” no Brasil está agora em nossas mãos, os “puristas”.

"Alea jacta Est".

• Estou aberto ao debate.

Luiz Humberto Carrião

2 comentários:

  1. uma modesta opinião, Meu Amigo Carrião: o Princípio justifica a volta do purismo, não é um purismo (tipo, Adolf Hitler) é um princípio, segundo o qual, a raça merece toda atenção dos Criadores. Mostra-se, inconcebível tratar a Raça apenas e tão somente como valor econômico, vai além disso...

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  2. Resposta de Carrião ao comentário: Essa é a grande questão. De um lado aqueles que ao longo da História se submeteram ao um rigor do padrão estabelecido pela ABCZ, e de outro, os que objetivaram a produção leiteira (artificial) e o mercado; estes obtiveram concessões no registro descaracterizado em pureza de origem seus animais. Com isso, a dicotomia: de um lado o padrão de origem e de outro os leiteiros. Agora a ABCZ estabeleceu critério único à raça Gir para o registro: está em conformidade com o batistério registra, se não, não registra. Com isso, a raça volta aos seus padrões estabelecidos quando da criação do SRG. Essa disputa por rótulos não justifica mais. E falo em "pureza de origem" e não "pureza de raça", porque pureza de raça não existe para a genética. Ao exigir o padrão racial para o registro, a ABCZ atendeu as reivindicações dos puristas, por isso, cabem a eles equalizar o fim dessa batalha, pois hoje só existe uma raça Gir no Brasil, que trás consigo sua variedade mocha.

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