segunda-feira, 13 de junho de 2011

“O fenótipo é a manifestação externa e visível do genótipo oculto”

“O fenótipo é a manifestação externa e visível do genótipo oculto”

Trazida de sua origem, na Índia, a raça Gir tem chamado a atenção por sua distinção entre as demais raças zebuínas (Bos Taurus indicus).

A proposta de uma seleção artificial condenando o padrão de pureza de origem levantou aqueles que desejam preservá-la em sua essência a futuras gerações. Aqui vai mais uma contribuição do Blog WWW.girpontocom.blogspot.com a essa discussão.

Fenótipo é aquilo que é influenciado por genes. Ou seja, na prática, tudo o que diz respeito a um corpo. Mas há uma sutileza de ênfase, decorrente da etimologia da palavra. “Phaino” é palavra grega que significa “mostrar”, “trazer à luz”, “evidenciar”, “exibir”, “descobrir”, “revelar”, “manifestar”. O fenótipo é a manifestação externa e visível do genótipo oculto. O Oxford English Dictionary define genótipo como “o total das características observáveis de um indivíduo, visto como a conseqüência da interação de seu genótipo com o seu meio”, mas antes desta definição apresenta outra, mais sutil: “um tipo de organismo distinguível de outros por características observáveis”. (Dawkins, p. 230).

Em evolução torna-se inaceitável a ideia de uma raça advir de uma criação unilateral, e sim, dos cruzamentos entre os espécimes, o que nega inclusive o conceito de raça pura. “O que importa no sentido darwiniano é que diferenças entre os genes se traduzem em diferenças entre fenótipos. A seleção natural só quer saber de diferenças. E, de modo análogo, são as diferenças que interessam aos geneticistas”.

Lembremos a definição mais “sutil” de fenótipo dada pelo Oxford English Dictionary: “um tipo de organismo distinguível de outros por características observáveis”. A palavra chave é “distinguível”. (Dawkins, p.233).

Os cientistas quando começaram a estudar a vida, o fizeram pelo seu aspecto mais evidente, os organismos. Eventualmente descobriu os genes, aos quais atribuíram o papel de ajudar o corpo no processo de reprodução. Certo? Não! Errado. Os genes criam o corpo para ajudá-lo no processo de reprodução. A importância do indivíduo, reconhecida pelos geneticistas, é apenas como veículo da sobrevivência de genes, que são definidos como cada uma das partículas cromossômicas, mais ou menos independentes entre si, que encerram os caracteres hereditários.

Luiz Humberto Carrião

Um comentário:

  1. O objetivo é mostrar que as características visuais de um animal (fenótipo) são essenciais quando se reporta a questão da "pureza de origem".
    E que o Brasil essas características da raça gir foram catalogadas quando da chega da raça no país, e que, como tal não podem ser desprezadas quando do registro genealógico de um animal.
    Por isso, antes tarde do que nunca, temos que parabenizar o SRG/MAPA/ABCZ pela exigência do fenótipo gir. Uma única raça (Gir) não pode ter dois padrões raciais. Um de pureza de origem e outro objetivando a produção. Que essa última entre como variedade da raça Gir, como é o caso do mocho. É o fonótipo que distingue uma raça da outra. Quem diz isso é a genética. E isso não está sendo respeitado no Brasil. (Comentários de Luiz Humberto Carrião ao Grupo: "Giristas de Carteirinha".

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