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sábado, 23 de junho de 2012
DOU traz lei que obriga laticínios informar preço pago ao produtor
20/06/2012 10h57 - Atualizado em 20/06/2012 10h57
Brasília, 20 - Foi sancionada a lei que obriga as empresas de beneficiamento e comércio de laticínios a informarem ao produtor de leite o preço pago pelo litro do produto até o dia 25 do mês anterior à entrega. A não informação implicará à empresa o pagamento do maior preço praticado no mercado. A lei foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União (DOU). Veja a íntegra da Lei:
LEI Nº - 12.669, DE 19 DE JUNHO DE 2012
Dispõe sobre a obrigatoriedade de empresas de beneficiamento e comércio de laticínios informarem ao produtor de leite o valor pago pelo produto até o dia 25 (vinte e cinco) de cada mês.
O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica obrigada a empresa de beneficiamento e comércio de laticínios a informar ao produtor de leite o preço pago pelo litro do produto até o dia 25 (vinte e cinco) do mês anterior à entrega.
Parágrafo único. A não informação penalizará a empresa de beneficiamento e comércio de laticínios a pagar o maior preço praticado no mercado.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 19 de junho de 2012; 191º da Independência e 124º da República.
MICHEL TEMER
Mendes Ribeiro Filho
Fernando Damata Pimentel
Fonte: G1 - Economia
terça-feira, 8 de maio de 2012
PROJETOS PESSOAIS - DIREITO AGROPECUÁRIO
Muitos perguntam o motivo (além do gosto nato pela Terra) de sendo advogada querer e estar no meio da agropecuária, pois bem, vai uma breve exposição, desse jeito simples by Paty 4Y de ser (rs):
Meu projeto quanto a Agropecuária é antigo, visa aliar fatos rotineiros ligados ao homem do campo ao Direito Agropecuário, erroneamente denominado Direito Agrícola. A consultoria jurídica aliada a agropecuária é um ramo que estou tentando implantar, portanto inédito (já que fui muito plagiada no passado, repito, INÉDITO com letra maiúscula). Minha concepção jurídica parte da necessidade dos Juristas (logicamente aqueles que querem ingressar nesse campo novo) saírem de seus cômodos escritórios e chegarem até o agropecuarista "in loco", pq sabemos que é na Fazenda (prática) que as relações humanas acontecem é lá que a coisa jambra (rs). Outra forma interessante é a aplicação da multidisciplinaridade (vários profissionais de diversas Ciências trabalhando juntos, como por exemplo: a Zootecnia com o Direito, a Medicina Veterinária, entre outras Ciências, ou seja, profissionais ligados uns aos outros por Ciências diferentes, mas interligados entre si no sentido de proporcionar ao Agropecuarista soluções, diminuições de custos, sossego necessário para poder conversar de "igual para igual" sem as pompas dos escritórios jurídicos, pois requer o mesmo tratamento que a simplicidade que são tratadas as relações rurais cotidianas. Poucos juristas estão atentos, infelizmente ou felizmente para nós que gostamos do campo e para aqueles que estiverem dispostos a apadrinhar tal iniciativa, talvez até montando uma empresa de propósito específico. ESTÃO AÍ ALGUNS MOTIVOS DAS MINHAS CONDUTAS COTIDIANAS.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
ABCZ e associações promocionais mantêm critérios de seleção das raças zebuínas como item prioritário
Por Laura Pimenta
Definir o biótipo ideal para cada raça zebuína sempre esteve entre os itens prioritários da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) e das associações promocionais das raças zebuínas.
Mas recentemente, o assunto voltou a fazer parte da agenda das entidades representativas dos criadores de zebu. A ABCZ, em conjunto com as associações promocionais, deu início em julho de 2011, a uma série de reuniões, que tem como principal objetivo harmonizar os critérios de seleção das raças zebuínas, de modo a torná-las cada vez mais produtivas, sem menosprezar aspectos como pureza racial, e ainda, outras características importantes como funcionalidade e adaptabilidade.
O processo teve início com uma consulta aos técnicos que compõem o Colégio de Jurados das Raças Zebuínas. Nesta consulta, os profissionais puderam eleger as características primordiais para serem trabalhadas em cada raça zebuína. Posteriormente, tiveram início os agendamentos das reuniões entre a diretoria da ABCZ e representantes das associações promocionais. A primeira delas aconteceu com a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), na sede da ABCZ, em Uberaba/MG.
“Durante a primeira reunião, promovida com o apoio da ACNB, procuramos discutir com os criadores presentes os critérios de julgamento da raça. Juntamente com as proposições anteriormente enviadas pelos jurados, chegou-se a um consenso de que o biótipo ideal não existe. O que existe é um biótipo de referência, que deve servir como guia. Fizemos um esboço do que vem a ser este modelo de referência e agora os criadores estão sendo consultados sobre a proposta”, comenta o superintendente Técnico da ABCZ, Luiz Antonio Josahkian.
Josahkian explica que entre as definições da reunião está o consenso de que seguir selecionando indefinidamente animais com base no aumento do peso e do tamanho é um equívoco. Segundo ele, a s palavras chaves são proporção, equilíbrio, harmonia e frame médio. Além disso, ficou evidente ser consenso entre os criadores, que características sexuais primárias e secundárias são prioritárias, além de caracterização racial, bons membros e aprumos.
Reunião semelhante foi promovida posteriormente com a presença de criadores e representantes da ABCGil (Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro) e ASSOGIR (Associação Brasileira dos Criadores de Gir), também na sede da ABCZ. Após a exposição dos criadores, ficou claro que o modelo de animal proposto pelos criadores está em concordância com as referências dos jurados. No caso do gir leiteiro, a importância do aparelho mamário e do tipo leiteiro foi definido como consenso. No caso do gir, itens como estrutura e harmonia, raça e aprumos também foram elencados como mais relevantes tanto pelos criadores como pelos técnicos.
“Um dos pontos positivos desse processo é provocar a discussão, estimular a defesa dos vários pontos de vista para que estes possam ser afinados. O ideal é chegarmos a um consenso. Se isso não for possível, o ideal é então que a decisão ocorra com o aval da maioria. A intenção da diretoria da ABCZ é fazer com que todas as instâncias interessadas participem”, diz o presidente da ABCZ, Eduardo Biagi.
As próximas reuniões já estão agendadas e serão realizadas com o apoio da Associação dos Criadores de Guzerá do Brasil (ACGB), da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), Associação Brasileira dos Criadores de Tabapuã (ABCT), Associação Brasileira dos Criadores de Sindi (ABCSindi) e Associação Brasileira dos Criadores de Indubrasil (ABCI).
Além das reuniões com criadores das raças zebuínas, outra ação importante que vigora há dois anos para a raça nelore são as normas para atuação dos jurados em exposições do Ranking Nacional Nelore, estabelecidas pela Comissão Conjunta da ABCZ/ACNB e Colégio de Jurados das Raças Zebuínas. “Esta comissão conjunta tem por finalidade revitalizar o Colégio de Jurados, dando oportunidades a novos técnicos habilitados de efetuarem julgamentos. É importante enfatizar que está ação tem apoio dos criadores compromissados com a raça Nelore, pois além de aumentar consideravelmente o número de técnicos para o trabalho de julgamento a escolha feita pela comissão evita direcionamento de jurados pondo em dúvida o resultado das exposições e questionando também a credibilidade do Colégio de Jurados. Departamento este, de grande importância na história do Zebu Brasileiro”, afirma o diretor Técnico da ABCZ, Celso de B. Correia Filho.
Confira abaixo as normas atualizadas estabelecidas pela Comissão:
NORMAS PARA A ATUAÇÃO DOS JURADOS EM EXPOSIÇÕES OFICIAIS DO RANKING NACIONAL NELORE, ESTABELECIDAS PELA COMISSÃO CONJUNTA DA ABCZ, ACNB E CJRZ.
1. Cada jurado poderá atuar em no máximo 12 (doze) exposições no ano-calendário do Ranking Nacional Nelore, sendo no máximo 02 (duas) exposições dentro de um mesmo mês, valendo como referência para este enquadramento, a data do primeiro dia de julgamento das exposições;
2. Os jurados não poderão atuar na mesma exposição por 02 (dois) anos consecutivos;
3. Para efeito destas regras será sempre considerado o número de animais participantes da respectiva exposição em sua edição anterior.
4. Cada jurado poderá atuar no máximo em 03 (três) exposições com mais de 500 (quinhentos) animais dentro de um mesmo ano-calendário de exposições do Ranking Nacional Nelore, não podendo atuar em 02 (duas) exposições consecutivas deste porte se o intervalo entre elas for menor ou igual a 45 (quarenta e cinco) dias.
5. A Comissão promoverá anualmente a classificação dos Jurados em 03 (três) classes principais (Jurado J1, Jurado J2, e Jurado J3) de acordo com o número de animais julgados, o número de exposições em que atuou e a avaliação de suas atuações. Esta classificação será feita antes do início de cada ano-calendário de exposições do Ranking Nacional Nelore, caso necessário.
6. A Comissão será a responsável exclusiva pela indicação dos trios de Jurados que atuarão na Expozebu, na Expoinel Nacional e nas Exposições do Circuito Nacional Nelore (Expoinéis Regionais), seguindo as regras estabelecidas nos itens 1, 2, 3, 4, 7, 8, 9, 10 e 11;
7. Na Expozebu e na Expoinel Nacional o trio de Jurados deverá sempre ser composto por 02 (dois) Jurados da classe J1 e por 01 (um) Jurado da classe J2;
8. Nas exposições oficiais do Ranking Nacional Nelore com menos de 800 animais inscritos, o trio de Jurados deverá sempre ser composto por 01 (um) Jurado de cada uma das classes (01 Jurado J1, 01 Jurado J2 e 01 Jurado J3);
9. Nas exposições oficiais com mais de 800 animais inscritos, o trio de Jurados poderá ser composto por 01 (um) Jurado de cada uma das classes (01 Jurado J1, 01 Jurado J2 e 01 Jurado J3) ou por 02 (dois) jurados da classe J2 e 01 (um) jurado da classe J1;
10. Nas exposições oficiais com menos de 300 animais inscritos, que optem pelo julgamento através de Jurado Único, este poderá ser de qualquer uma das classes de jurados (Jurado J1, Jurado J2 e Jurado J3), seguindo-se as normas estabelecidas pela Comissão. No caso destas exposições optarem pelo julgamento através de um trio de Jurados, o trio deverá sempre ser composto por 01 (um) Jurado de cada uma das classes (01 Jurado J1, 01 Jurado J2 e 01 Jurado J3);
11. Na modalidade de julgamento com Jurado Titular + Jurado Assistente, o Jurado Assistente nunca poderá ser de uma classe superior a do Jurado Titular, seguindo as mesmas normas de atuação descritas neste documento.
12. Seguindo as normas estabelecidas neste documento, os organizadores das exposições oficiais, exceto aquelas previstas no item 6 (seis), poderão indicar os Jurados de seu interesse e submeter os respectivos nomes à homologação pela Comissão, sendo que esta terá o poder de vetar um ou mais dos nomes indicados com base em critérios éticos, técnicos e/ou administrativos do Colégio de Jurados das Raças Zebuínas. Em caso de veto dos nomes indicados, caberá à Comissão indicar os nomes dos jurados para substituí-los.
13. As exposições que desrespeitarem as regras estabelecidas por esta Comissão não serão oficializadas pela ACNB no Ranking Nacional Nelore;
14. As normas de conduta para os Jurados (Regimento Interno do Colégio de Jurados das Raças Zebuínas), estabelecidas anteriormente, permanecerão válidas e deverão ser respeitadas pela Comissão e pelos Jurados;
15. O critério utilizado para a classificação dos Jurados quanto à quantidade de animais julgados no ano calendário 2011/2012 será:
JURADOS J1: Aqueles Jurados que já julgaram 10.000 animais zebuínos, ou mais;
JURADOS J2: Aqueles Jurados que já julgaram entre 1.500 e 9.999 animais zebuínos;
JURADOS J3: Aqueles Jurados que ainda não julgaram ou julgaram menos de 1.500 animais zebuínos.
Parágrafo Único: Esse critério será reavaliado anualmente antes do início de cada ano-calendário.
16. Essas normas poderão ser modificadas a critério da Comissão durante o ano-calendário de exposições do Ranking Nacional Nelore.
Comissão Conjunta ABCZ, ACNB e CJRZ
Definir o biótipo ideal para cada raça zebuína sempre esteve entre os itens prioritários da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) e das associações promocionais das raças zebuínas.
Mas recentemente, o assunto voltou a fazer parte da agenda das entidades representativas dos criadores de zebu. A ABCZ, em conjunto com as associações promocionais, deu início em julho de 2011, a uma série de reuniões, que tem como principal objetivo harmonizar os critérios de seleção das raças zebuínas, de modo a torná-las cada vez mais produtivas, sem menosprezar aspectos como pureza racial, e ainda, outras características importantes como funcionalidade e adaptabilidade.
O processo teve início com uma consulta aos técnicos que compõem o Colégio de Jurados das Raças Zebuínas. Nesta consulta, os profissionais puderam eleger as características primordiais para serem trabalhadas em cada raça zebuína. Posteriormente, tiveram início os agendamentos das reuniões entre a diretoria da ABCZ e representantes das associações promocionais. A primeira delas aconteceu com a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), na sede da ABCZ, em Uberaba/MG.
“Durante a primeira reunião, promovida com o apoio da ACNB, procuramos discutir com os criadores presentes os critérios de julgamento da raça. Juntamente com as proposições anteriormente enviadas pelos jurados, chegou-se a um consenso de que o biótipo ideal não existe. O que existe é um biótipo de referência, que deve servir como guia. Fizemos um esboço do que vem a ser este modelo de referência e agora os criadores estão sendo consultados sobre a proposta”, comenta o superintendente Técnico da ABCZ, Luiz Antonio Josahkian.
Josahkian explica que entre as definições da reunião está o consenso de que seguir selecionando indefinidamente animais com base no aumento do peso e do tamanho é um equívoco. Segundo ele, a s palavras chaves são proporção, equilíbrio, harmonia e frame médio. Além disso, ficou evidente ser consenso entre os criadores, que características sexuais primárias e secundárias são prioritárias, além de caracterização racial, bons membros e aprumos.
Reunião semelhante foi promovida posteriormente com a presença de criadores e representantes da ABCGil (Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro) e ASSOGIR (Associação Brasileira dos Criadores de Gir), também na sede da ABCZ. Após a exposição dos criadores, ficou claro que o modelo de animal proposto pelos criadores está em concordância com as referências dos jurados. No caso do gir leiteiro, a importância do aparelho mamário e do tipo leiteiro foi definido como consenso. No caso do gir, itens como estrutura e harmonia, raça e aprumos também foram elencados como mais relevantes tanto pelos criadores como pelos técnicos.
“Um dos pontos positivos desse processo é provocar a discussão, estimular a defesa dos vários pontos de vista para que estes possam ser afinados. O ideal é chegarmos a um consenso. Se isso não for possível, o ideal é então que a decisão ocorra com o aval da maioria. A intenção da diretoria da ABCZ é fazer com que todas as instâncias interessadas participem”, diz o presidente da ABCZ, Eduardo Biagi.
As próximas reuniões já estão agendadas e serão realizadas com o apoio da Associação dos Criadores de Guzerá do Brasil (ACGB), da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), Associação Brasileira dos Criadores de Tabapuã (ABCT), Associação Brasileira dos Criadores de Sindi (ABCSindi) e Associação Brasileira dos Criadores de Indubrasil (ABCI).
Além das reuniões com criadores das raças zebuínas, outra ação importante que vigora há dois anos para a raça nelore são as normas para atuação dos jurados em exposições do Ranking Nacional Nelore, estabelecidas pela Comissão Conjunta da ABCZ/ACNB e Colégio de Jurados das Raças Zebuínas. “Esta comissão conjunta tem por finalidade revitalizar o Colégio de Jurados, dando oportunidades a novos técnicos habilitados de efetuarem julgamentos. É importante enfatizar que está ação tem apoio dos criadores compromissados com a raça Nelore, pois além de aumentar consideravelmente o número de técnicos para o trabalho de julgamento a escolha feita pela comissão evita direcionamento de jurados pondo em dúvida o resultado das exposições e questionando também a credibilidade do Colégio de Jurados. Departamento este, de grande importância na história do Zebu Brasileiro”, afirma o diretor Técnico da ABCZ, Celso de B. Correia Filho.
Confira abaixo as normas atualizadas estabelecidas pela Comissão:
NORMAS PARA A ATUAÇÃO DOS JURADOS EM EXPOSIÇÕES OFICIAIS DO RANKING NACIONAL NELORE, ESTABELECIDAS PELA COMISSÃO CONJUNTA DA ABCZ, ACNB E CJRZ.
1. Cada jurado poderá atuar em no máximo 12 (doze) exposições no ano-calendário do Ranking Nacional Nelore, sendo no máximo 02 (duas) exposições dentro de um mesmo mês, valendo como referência para este enquadramento, a data do primeiro dia de julgamento das exposições;
2. Os jurados não poderão atuar na mesma exposição por 02 (dois) anos consecutivos;
3. Para efeito destas regras será sempre considerado o número de animais participantes da respectiva exposição em sua edição anterior.
4. Cada jurado poderá atuar no máximo em 03 (três) exposições com mais de 500 (quinhentos) animais dentro de um mesmo ano-calendário de exposições do Ranking Nacional Nelore, não podendo atuar em 02 (duas) exposições consecutivas deste porte se o intervalo entre elas for menor ou igual a 45 (quarenta e cinco) dias.
5. A Comissão promoverá anualmente a classificação dos Jurados em 03 (três) classes principais (Jurado J1, Jurado J2, e Jurado J3) de acordo com o número de animais julgados, o número de exposições em que atuou e a avaliação de suas atuações. Esta classificação será feita antes do início de cada ano-calendário de exposições do Ranking Nacional Nelore, caso necessário.
6. A Comissão será a responsável exclusiva pela indicação dos trios de Jurados que atuarão na Expozebu, na Expoinel Nacional e nas Exposições do Circuito Nacional Nelore (Expoinéis Regionais), seguindo as regras estabelecidas nos itens 1, 2, 3, 4, 7, 8, 9, 10 e 11;
7. Na Expozebu e na Expoinel Nacional o trio de Jurados deverá sempre ser composto por 02 (dois) Jurados da classe J1 e por 01 (um) Jurado da classe J2;
8. Nas exposições oficiais do Ranking Nacional Nelore com menos de 800 animais inscritos, o trio de Jurados deverá sempre ser composto por 01 (um) Jurado de cada uma das classes (01 Jurado J1, 01 Jurado J2 e 01 Jurado J3);
9. Nas exposições oficiais com mais de 800 animais inscritos, o trio de Jurados poderá ser composto por 01 (um) Jurado de cada uma das classes (01 Jurado J1, 01 Jurado J2 e 01 Jurado J3) ou por 02 (dois) jurados da classe J2 e 01 (um) jurado da classe J1;
10. Nas exposições oficiais com menos de 300 animais inscritos, que optem pelo julgamento através de Jurado Único, este poderá ser de qualquer uma das classes de jurados (Jurado J1, Jurado J2 e Jurado J3), seguindo-se as normas estabelecidas pela Comissão. No caso destas exposições optarem pelo julgamento através de um trio de Jurados, o trio deverá sempre ser composto por 01 (um) Jurado de cada uma das classes (01 Jurado J1, 01 Jurado J2 e 01 Jurado J3);
11. Na modalidade de julgamento com Jurado Titular + Jurado Assistente, o Jurado Assistente nunca poderá ser de uma classe superior a do Jurado Titular, seguindo as mesmas normas de atuação descritas neste documento.
12. Seguindo as normas estabelecidas neste documento, os organizadores das exposições oficiais, exceto aquelas previstas no item 6 (seis), poderão indicar os Jurados de seu interesse e submeter os respectivos nomes à homologação pela Comissão, sendo que esta terá o poder de vetar um ou mais dos nomes indicados com base em critérios éticos, técnicos e/ou administrativos do Colégio de Jurados das Raças Zebuínas. Em caso de veto dos nomes indicados, caberá à Comissão indicar os nomes dos jurados para substituí-los.
13. As exposições que desrespeitarem as regras estabelecidas por esta Comissão não serão oficializadas pela ACNB no Ranking Nacional Nelore;
14. As normas de conduta para os Jurados (Regimento Interno do Colégio de Jurados das Raças Zebuínas), estabelecidas anteriormente, permanecerão válidas e deverão ser respeitadas pela Comissão e pelos Jurados;
15. O critério utilizado para a classificação dos Jurados quanto à quantidade de animais julgados no ano calendário 2011/2012 será:
JURADOS J1: Aqueles Jurados que já julgaram 10.000 animais zebuínos, ou mais;
JURADOS J2: Aqueles Jurados que já julgaram entre 1.500 e 9.999 animais zebuínos;
JURADOS J3: Aqueles Jurados que ainda não julgaram ou julgaram menos de 1.500 animais zebuínos.
Parágrafo Único: Esse critério será reavaliado anualmente antes do início de cada ano-calendário.
16. Essas normas poderão ser modificadas a critério da Comissão durante o ano-calendário de exposições do Ranking Nacional Nelore.
Comissão Conjunta ABCZ, ACNB e CJRZ
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Congresso Brasileiro das Raças Zebuínas contará com Sessão Pôster
O Pavilhão Multiuso do Parque Fernando Costa, em Uberaba/MG, abrigará entre os dias 15 e 19 de agosto, a Sessão Pôster do 8º Congresso Brasileiro das Raças Zebuínas, que acontece paralelamente à ExpoGenética 2011. No local, serão expostos quase 30 trabalhos com diversos temas sobre as raças zebuínas.
Confira abaixo a relação de pôsteres inscritos:
Produção in-vitro de embriões de doadoras da raça Gir (Bos taurus indicus) influência do escore da condição corporal - Autores: Marcos Brandão Dias Ferreira, Beatriz Cordenonsi Lopes, Leonardo de Oliveira Fernandes, Marina Ragnini Lima e Joaquim Mansano Garcia.
Produção in-vitro de embriões de doadoras da raça Gir (Bos taurus indicus) influência do DNA mitocondrial da doadora - Autores: Marcos Brandão Dias Ferreira, Beatriz Cordenonsi Lopes, Leonardo de Oliveira Fernandes, Marina Ragnini Lima e Joaquim Mansano Garcia.
Relação do Ganho de Peso com o Temperamento do Bovinos - Autores: Désirée R. Soares, Joslaine N. S. G. Cyrillo, Mateus J. R. Paranhos da Costa, Aline C. Santa`Anna, Tiago da S. Valente, Paola M. Rueda e Karen Schwartzkopf-Genswein.
Correlação entre desempenho de Bovinos Brahman numa Prova de Ganho em Peso Coletiva (PGP) e os Escores Igenity - Autores: Adalberto Rezende Santos, Aldo Silva Valente Júnior, Luis Sérgio Mendes Serra, Eduardo Wermeck-Barroso e Thiago Camargo Vieira.
Parâmetros genéticos para características de desempenho em tourinhos da raça Nelore em provas de ganho em peso a pasto - Autores: Breno de Oliveira Fragomeni, Daiane Cristina Becker Scalez, Paula Teixeira da Costa, Tiago Luciano Passafaro, Idalmo Garcia Pereira, Fábio Luiz Baranelo Toral, José Aurélio Garcia Bergman e Humberto de Freitas Tavares.
Classificação quanto a características fisiológicas de bovinos da raça Brahman da prova de ganho de peso pela metodologia de componetes principais - Autores: Carolina C. N. Nascimento, Isabel C. Ferreira, Mara R. B. M. Nascimento, Natasha A. M. Silva, Diego P. Borges, João C. G. César e João P. C. Cubas.
Características termorreguladoras de bovinos da raça Brahman em ambiente tropical - Autores: Carolina Cardoso Nagib Nascimento, Mara Regina Bueno de Mattos Nascimento, Isabel Cristina Ferreira, Natascha Almeida Marques Silva, Diego Paiva Borges, João Ciscone Geocondo Cesar e João Paulo Carvalho Cubas.
Análise de agrupamento de bovinos da raça Brahman por meio de características ambientais e fisiológicas em clima tropical - Autores: Carolina Cardoso Nagib Nascimento, Mara Regina Bueno de Mattos Nascimento, Isabel Cristina Ferreira, Natascha Almeida Marques Silva, Diego Paiva Borges, João Ciscone Geocondo Cesar e João Paulo Carvalho Cubas.
Classes de variâncias residuais em modelos de regressão aleatória para análise do crescimento de tourinhos Nelore em provas de ganho em peso - Autores: Fábio Luiz Buranelo Toral, Daiane Cristina Becker Scalez, Breno de Oliveira Fragomeni, Pablo Gomes de Paiva, José Aurélio Garcia Bergaman e Vanessa Aparecida Praxedes.
Alternativas para avaliação e classificação de tourinhos Nelore em provas de ganho em peso a pasto - Autores: Fábio Luiz Buranelo Toral, Breno de Oliveira Fragomeni, Daiane Cristina Becker Scalez, José Aurélio Garcia Bergman, Tiago Luciano Passafaro, Paula Teixeira da Costa e Humberto de Freitas Tavares.
Avaliação de fatores de variação genética e de manejo na intensidade de infestação parasitaria em gado Nelore - Juan Pablo Botero Carrera, Dalinne Chriystian Carvalho dos Santos, Daiane Cristina Becker Scalez, Talita Pilar Resende, Luiza Bossi Leite, Tiago Luciano Passafaro, Ana Cristina Passos Bello, Fábio Luiz Buranelo Toral, Eduardo Penteado Cardoso, Romário Cerqueira Leite e José Aurélio Garcia Bergmann.
Influências de parasitas gastrointestinais no ganho de peso de bezerros Nelore Lemgruber na fase de recria - Autores: Juliano Bérgamo Ronda, Silvia Cassimiro Brasão, Joely Ferreira Figueiredo Bittar, Estáquio Resende Bittar e Marcus Vinicius Caatano de Sousa.
Desempenho reprodutivo de vacas Brahman submetidas à avaliação de carcaça por ultrassom - Autores: Luís Sérgio Mendes Serra, Aldo Silva Valente Júnior, Thiago Camargo Vieira, Adalberto Rezende Santos e Eduardo Werneck-Barroso.
Influência do ganho de peso na enzimalogia de nelores lemgruber na recria em diferentes manejos - Autores: Nathan da Rocha Neves Cruz, Joely Ferreira Figueiredo Bittar, Wanderson Adriano Biscola Pereira e Eustáquio Resende Bittar.
Perfil das proteínas, metabólitos, mineiras, enzimas e hormônios tireoidianosde bezerros Brahman - Autores: Pablo Gomes Noleto, João Paulo Carvalho Cubas, Felipe Cesar Gonçalves, Luís Sérgio Mendes Serra, Thiago Camargo Vieira, Natascha Almeida Marques Silva e Antonio Vicente Mundim.
Correlações entre escores visuais do método EPMURAS e características produtivas de animais da raça Nelore oriundos de provas de ganho de peso a pasto - Autores: Paulo Ricardo Martins Lima e Concepta Margaret Mcmanus Pimenta.
Relação entre comportamento ingestivo e níveis séricos de cortisol com consumo alimenta residual de novilhas Nelore - Autores: Renata Helena Branco, Elaine Magnani, Joslaine Noely dos Santos Gonçalves Cyrillo, Maria Eugenia Zerlotti Mercadante, Cleisy Ferreira do Nascimento, Julian Aldrighi e Ana Paula de Melo Caliman.
Estudo alométrico de bovinos da raça Guzerá em prova de ganho em peso a pasto - Autores: Ricardo Costa Sousa, Idalmo Garcia Pereira, Rafael Augusto Martins de Oliveira, Ana Paula Lopes Tonaco, Paulo Eduardo Pedrosa Barros e Gabriela Maldini Penna de Mascarenhas Amaral.
Curva de crescimento de bovinos da raça Guzerá em prova de ganho em peso a pasto - Autores: Ricardo Costa Sousa, Idalmo Garcia Pereira, Rafael Augusto Martins de Oliveira, Ana Paula Lopes Tonaco, Paulo Eduardo Pedrosa Barros e Gabriela Maldini Penna de Mascarenhas Amaral.
Ampliação do escopo de avaliação em provas de ganho em peso a pasto (PGPP) - Autores: Thiago Camargo Vieira, Aldo Silva Valente Júnior, Luis Sérgio Mendes Serra, Eduardo Werneck-Barroso, Adalberto Rezende Santos e Lydio Cosac de Faria.
Estudo da variabilidade genética de bovinos da raça Nelore criados no centro oeste - Autores: Thiago Sanches Aguiar, Thiago Bruno Ribeiro da Silva, Cláudio Vieira de Araújo, Thereza Cristina Borio dos Santos Calmon de Bittencourt, Simone Inoe Araújo, Raysildo Barbosa Lôbo, Luiz Antônio Framartino Bezerra e Alessandra Alves da Silva.
Estudo preliminar da estimação da reatividade de animais da raça Brahman - Autores: Walsiara Estanislau Maffei, Luis Sérgio Mendes Serra e Thiago Camargo Vieira.
Avaliação da resistência a helmintos Gastrointestinais e sua relação de interferência com o ganho em peso em bovinos da raça Brahman - Autores: Weberson Carvalho de Brito, Luis Sérgio Mendes Serra, Thiago Camargo Vieira, Aldo Silva Valente Júnior, Eduardo Werneck Barroso e Adalberto Rezende Santos.
Análise de carcaça e rendimento de cortes nobres do traseiro de machos Nelore classificados para consumo alimentar residual - Autores: Eduardo Figueiredo Martins Bonilha, Renata Helena Branco, Sarah Figueiredo Martins Bonilha, Leandro Sannomiya Sakamoto e Tatiana Lucila Sobrinho.
Valores de pH em carcaças de bovinos Nelore classificados para consumo alimentar residual - Autores: Sarah Figueiredo Martins Bonilha, Renata Helena Branco, Karina Zorzi, Eduardo Figueiredo Martins Bonilha, Leandro Sannomiya Sakamoto e Leonardo Tadashi Egawa.
Correlações simples entre peso, medidas na carcaça e no animal vivo e cortes primários da carcaça - Autores: Leandro Sannomiya Sakamoto, Sarah Figueiredo Martins Bonilha, Renata Helena Branco, Elaine Magnani, Eduardo Figueiredo Martins Bonilha, André Luiz Grion, Angelo Polizel Neto e Maria Eugênia Zerlotti Mercadante.
Por: Laura Pimenta
laurapimenta@netsite.com.br
Confira abaixo a relação de pôsteres inscritos:
Produção in-vitro de embriões de doadoras da raça Gir (Bos taurus indicus) influência do escore da condição corporal - Autores: Marcos Brandão Dias Ferreira, Beatriz Cordenonsi Lopes, Leonardo de Oliveira Fernandes, Marina Ragnini Lima e Joaquim Mansano Garcia.
Produção in-vitro de embriões de doadoras da raça Gir (Bos taurus indicus) influência do DNA mitocondrial da doadora - Autores: Marcos Brandão Dias Ferreira, Beatriz Cordenonsi Lopes, Leonardo de Oliveira Fernandes, Marina Ragnini Lima e Joaquim Mansano Garcia.
Relação do Ganho de Peso com o Temperamento do Bovinos - Autores: Désirée R. Soares, Joslaine N. S. G. Cyrillo, Mateus J. R. Paranhos da Costa, Aline C. Santa`Anna, Tiago da S. Valente, Paola M. Rueda e Karen Schwartzkopf-Genswein.
Correlação entre desempenho de Bovinos Brahman numa Prova de Ganho em Peso Coletiva (PGP) e os Escores Igenity - Autores: Adalberto Rezende Santos, Aldo Silva Valente Júnior, Luis Sérgio Mendes Serra, Eduardo Wermeck-Barroso e Thiago Camargo Vieira.
Parâmetros genéticos para características de desempenho em tourinhos da raça Nelore em provas de ganho em peso a pasto - Autores: Breno de Oliveira Fragomeni, Daiane Cristina Becker Scalez, Paula Teixeira da Costa, Tiago Luciano Passafaro, Idalmo Garcia Pereira, Fábio Luiz Baranelo Toral, José Aurélio Garcia Bergman e Humberto de Freitas Tavares.
Classificação quanto a características fisiológicas de bovinos da raça Brahman da prova de ganho de peso pela metodologia de componetes principais - Autores: Carolina C. N. Nascimento, Isabel C. Ferreira, Mara R. B. M. Nascimento, Natasha A. M. Silva, Diego P. Borges, João C. G. César e João P. C. Cubas.
Características termorreguladoras de bovinos da raça Brahman em ambiente tropical - Autores: Carolina Cardoso Nagib Nascimento, Mara Regina Bueno de Mattos Nascimento, Isabel Cristina Ferreira, Natascha Almeida Marques Silva, Diego Paiva Borges, João Ciscone Geocondo Cesar e João Paulo Carvalho Cubas.
Análise de agrupamento de bovinos da raça Brahman por meio de características ambientais e fisiológicas em clima tropical - Autores: Carolina Cardoso Nagib Nascimento, Mara Regina Bueno de Mattos Nascimento, Isabel Cristina Ferreira, Natascha Almeida Marques Silva, Diego Paiva Borges, João Ciscone Geocondo Cesar e João Paulo Carvalho Cubas.
Classes de variâncias residuais em modelos de regressão aleatória para análise do crescimento de tourinhos Nelore em provas de ganho em peso - Autores: Fábio Luiz Buranelo Toral, Daiane Cristina Becker Scalez, Breno de Oliveira Fragomeni, Pablo Gomes de Paiva, José Aurélio Garcia Bergaman e Vanessa Aparecida Praxedes.
Alternativas para avaliação e classificação de tourinhos Nelore em provas de ganho em peso a pasto - Autores: Fábio Luiz Buranelo Toral, Breno de Oliveira Fragomeni, Daiane Cristina Becker Scalez, José Aurélio Garcia Bergman, Tiago Luciano Passafaro, Paula Teixeira da Costa e Humberto de Freitas Tavares.
Avaliação de fatores de variação genética e de manejo na intensidade de infestação parasitaria em gado Nelore - Juan Pablo Botero Carrera, Dalinne Chriystian Carvalho dos Santos, Daiane Cristina Becker Scalez, Talita Pilar Resende, Luiza Bossi Leite, Tiago Luciano Passafaro, Ana Cristina Passos Bello, Fábio Luiz Buranelo Toral, Eduardo Penteado Cardoso, Romário Cerqueira Leite e José Aurélio Garcia Bergmann.
Influências de parasitas gastrointestinais no ganho de peso de bezerros Nelore Lemgruber na fase de recria - Autores: Juliano Bérgamo Ronda, Silvia Cassimiro Brasão, Joely Ferreira Figueiredo Bittar, Estáquio Resende Bittar e Marcus Vinicius Caatano de Sousa.
Desempenho reprodutivo de vacas Brahman submetidas à avaliação de carcaça por ultrassom - Autores: Luís Sérgio Mendes Serra, Aldo Silva Valente Júnior, Thiago Camargo Vieira, Adalberto Rezende Santos e Eduardo Werneck-Barroso.
Influência do ganho de peso na enzimalogia de nelores lemgruber na recria em diferentes manejos - Autores: Nathan da Rocha Neves Cruz, Joely Ferreira Figueiredo Bittar, Wanderson Adriano Biscola Pereira e Eustáquio Resende Bittar.
Perfil das proteínas, metabólitos, mineiras, enzimas e hormônios tireoidianosde bezerros Brahman - Autores: Pablo Gomes Noleto, João Paulo Carvalho Cubas, Felipe Cesar Gonçalves, Luís Sérgio Mendes Serra, Thiago Camargo Vieira, Natascha Almeida Marques Silva e Antonio Vicente Mundim.
Correlações entre escores visuais do método EPMURAS e características produtivas de animais da raça Nelore oriundos de provas de ganho de peso a pasto - Autores: Paulo Ricardo Martins Lima e Concepta Margaret Mcmanus Pimenta.
Relação entre comportamento ingestivo e níveis séricos de cortisol com consumo alimenta residual de novilhas Nelore - Autores: Renata Helena Branco, Elaine Magnani, Joslaine Noely dos Santos Gonçalves Cyrillo, Maria Eugenia Zerlotti Mercadante, Cleisy Ferreira do Nascimento, Julian Aldrighi e Ana Paula de Melo Caliman.
Estudo alométrico de bovinos da raça Guzerá em prova de ganho em peso a pasto - Autores: Ricardo Costa Sousa, Idalmo Garcia Pereira, Rafael Augusto Martins de Oliveira, Ana Paula Lopes Tonaco, Paulo Eduardo Pedrosa Barros e Gabriela Maldini Penna de Mascarenhas Amaral.
Curva de crescimento de bovinos da raça Guzerá em prova de ganho em peso a pasto - Autores: Ricardo Costa Sousa, Idalmo Garcia Pereira, Rafael Augusto Martins de Oliveira, Ana Paula Lopes Tonaco, Paulo Eduardo Pedrosa Barros e Gabriela Maldini Penna de Mascarenhas Amaral.
Ampliação do escopo de avaliação em provas de ganho em peso a pasto (PGPP) - Autores: Thiago Camargo Vieira, Aldo Silva Valente Júnior, Luis Sérgio Mendes Serra, Eduardo Werneck-Barroso, Adalberto Rezende Santos e Lydio Cosac de Faria.
Estudo da variabilidade genética de bovinos da raça Nelore criados no centro oeste - Autores: Thiago Sanches Aguiar, Thiago Bruno Ribeiro da Silva, Cláudio Vieira de Araújo, Thereza Cristina Borio dos Santos Calmon de Bittencourt, Simone Inoe Araújo, Raysildo Barbosa Lôbo, Luiz Antônio Framartino Bezerra e Alessandra Alves da Silva.
Estudo preliminar da estimação da reatividade de animais da raça Brahman - Autores: Walsiara Estanislau Maffei, Luis Sérgio Mendes Serra e Thiago Camargo Vieira.
Avaliação da resistência a helmintos Gastrointestinais e sua relação de interferência com o ganho em peso em bovinos da raça Brahman - Autores: Weberson Carvalho de Brito, Luis Sérgio Mendes Serra, Thiago Camargo Vieira, Aldo Silva Valente Júnior, Eduardo Werneck Barroso e Adalberto Rezende Santos.
Análise de carcaça e rendimento de cortes nobres do traseiro de machos Nelore classificados para consumo alimentar residual - Autores: Eduardo Figueiredo Martins Bonilha, Renata Helena Branco, Sarah Figueiredo Martins Bonilha, Leandro Sannomiya Sakamoto e Tatiana Lucila Sobrinho.
Valores de pH em carcaças de bovinos Nelore classificados para consumo alimentar residual - Autores: Sarah Figueiredo Martins Bonilha, Renata Helena Branco, Karina Zorzi, Eduardo Figueiredo Martins Bonilha, Leandro Sannomiya Sakamoto e Leonardo Tadashi Egawa.
Correlações simples entre peso, medidas na carcaça e no animal vivo e cortes primários da carcaça - Autores: Leandro Sannomiya Sakamoto, Sarah Figueiredo Martins Bonilha, Renata Helena Branco, Elaine Magnani, Eduardo Figueiredo Martins Bonilha, André Luiz Grion, Angelo Polizel Neto e Maria Eugênia Zerlotti Mercadante.
Por: Laura Pimenta
laurapimenta@netsite.com.br
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Indonésia quer carne e genética do zebu brasileiro, destaca ABCZ
A partir de segunda-feira (08) o embaixador Paulo Alberto da Silveira Soares assume o posto na Indonésia, mas antes de chegar ao novo destino o diplomata esteve em Uberaba, MG, para um importante encontro com representantes do setor produtivo pecuário e da ABCZ. O embaixador Paulo Roberto foi recebido por representantes de empresas locais e do poder público municipal, pelo presidente Eduardo Biagi, diretores e corpo administrativo da associação.
Em um dia de programação intensa com visitas técnicas, reuniões e coletiva de imprensa, todos os diálogos se pautaram no potencial do Brasil para fornecer carne ao mercado consumidor da Indonésia e se transformar em um parceiro comercial forte através da transferência de tecnologia e conhecimento gerados pelo trabalho de excelência com a pecuária zebuína.
A Indonésia tem aproximadamente 240 milhões de habitantes que consomem em carne quase meio bilhão de dólares ao ano. Segundo o embaixador Paulo Roberto, o país que sempre comprou o produto da Austrália, perdeu o fornecedor por questões culturais e por isso tem procurado uma nova fonte de abastecimento para proteína vermelha. Silveira disse ainda que o presidente indonésio quer conhecer mais da pecuária do Brasil e está disposto a pedir reformulações na legislação para abrir novos protocolos de comércio.
"Este é um momento importante. Foi aberto um mercado de meio bilhão de dólares que pode ser a porta de entrada para a Ásia. É preciso agora agilidade e agressividade para fazer política e vender. Vim até Uberaba para convocar uma missão de empresários e representantes de toda a cadeia pecuária, saio da ABCZ e sigo muito estimulado para a embaixada, pois sei que meu pedido será atendido. Fiquei positivamente impressionado com o potencial que vi aqui" declarou Silveira.
"Nós estamos prontos para exportar para qualquer mercado, temos abates especializados, temos gado em quantidade e com qualidade. A Indonésia já era um dos destinos agendados para visitas de negócios pelo nosso departamento internacional e vamos fazer o possível para atender a solicitação do embaixador e a necessidade do mercado indonésio", explicou à imprensa o presidente da ABCZ Eduardo Biagi
Jacarta, a capital da Indonésia é matriz da Associação de Nações do Sudeste Asiático. A ASEAN, que engloba Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura e Tailândia, trabalha coletivamente em busca de um plano social e econômico melhor para cada nação do bloco. A população da região da ASEAN abrange 560 milhões de pessoas, cobre uma área de 4,5 milhões de km2 e juntas, as nove federações integrantes geram um PIB de mais de US$ 1 trilhão com valor comercial superior a US$ 1,4 trilhão.
Fonte: ABCZ
Extraída do site Página Rural
Em um dia de programação intensa com visitas técnicas, reuniões e coletiva de imprensa, todos os diálogos se pautaram no potencial do Brasil para fornecer carne ao mercado consumidor da Indonésia e se transformar em um parceiro comercial forte através da transferência de tecnologia e conhecimento gerados pelo trabalho de excelência com a pecuária zebuína.
A Indonésia tem aproximadamente 240 milhões de habitantes que consomem em carne quase meio bilhão de dólares ao ano. Segundo o embaixador Paulo Roberto, o país que sempre comprou o produto da Austrália, perdeu o fornecedor por questões culturais e por isso tem procurado uma nova fonte de abastecimento para proteína vermelha. Silveira disse ainda que o presidente indonésio quer conhecer mais da pecuária do Brasil e está disposto a pedir reformulações na legislação para abrir novos protocolos de comércio.
"Este é um momento importante. Foi aberto um mercado de meio bilhão de dólares que pode ser a porta de entrada para a Ásia. É preciso agora agilidade e agressividade para fazer política e vender. Vim até Uberaba para convocar uma missão de empresários e representantes de toda a cadeia pecuária, saio da ABCZ e sigo muito estimulado para a embaixada, pois sei que meu pedido será atendido. Fiquei positivamente impressionado com o potencial que vi aqui" declarou Silveira.
"Nós estamos prontos para exportar para qualquer mercado, temos abates especializados, temos gado em quantidade e com qualidade. A Indonésia já era um dos destinos agendados para visitas de negócios pelo nosso departamento internacional e vamos fazer o possível para atender a solicitação do embaixador e a necessidade do mercado indonésio", explicou à imprensa o presidente da ABCZ Eduardo Biagi
Jacarta, a capital da Indonésia é matriz da Associação de Nações do Sudeste Asiático. A ASEAN, que engloba Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura e Tailândia, trabalha coletivamente em busca de um plano social e econômico melhor para cada nação do bloco. A população da região da ASEAN abrange 560 milhões de pessoas, cobre uma área de 4,5 milhões de km2 e juntas, as nove federações integrantes geram um PIB de mais de US$ 1 trilhão com valor comercial superior a US$ 1,4 trilhão.
Fonte: ABCZ
Extraída do site Página Rural
sábado, 30 de julho de 2011
Histórico - Sobre o Zebu em Uberaba
"No derradeiro quartel do século XIX, o Brasil Central, debatendo-se contra a degenerescência da sua pecuária bovina, lançou mão de reprodutores bovinos de todas as raças que em outros centros do país iam chegando. Mas, o resultado foi negativo. Os criadores do Brasil Central sem um minuto de desfalecimento, lançaram mão da raça zebu que veio, de uma vez, resolver a questão, mau grado a terrível campanha que os criadores paulistas, mineiros e outros fizeram e muitos ainda hoje fazem. E a luta vem de longe. Foi em 1875 que se introduziram, no Triângulo, os primeiros exemplares de gado de raça zebu. O major José Inácio de Melo França, natural de Desemboque, adiantado criador e proprietário da fazenda Santa Rosa do Rochedo, município de Jataí, Estado de Goiás, falecido a 7 de setembro de 1929, asseverou-me que, em 1875, se achando no Rio de Janeiro, fora passear em Santa Cruz, e aí comprara. diversos reprodutores bovinos de raça zebu que trouxera para o município de Uberaba. Eram exemplares da variedade "Nelore" e os primeiros daquela raça aqui introduzidos.
[...] Em princípios de 1889, o major Ernesto da Silva e Oliveira, achando-se em Porto Novo do Cunha, aonde fora a negócios de gado, aí viu uma raça de bovinos que lhe chamou a atenção pela originalidade do seu todo. Eram exemplares da raça zebu que ali já se criavam de longa data. Desse gado comprou dois touros que trouxe embarcados até Três Corações e daí por terra, até Uberaba.
[...] Em viagem para Uberaba, conduzindo aqueles touros, o major Ernesto da Silva e Oliveira, encontrou-se com o sr. Antônio Fontoura Cachucha, que se mostrou bastante interessado na aquisição de alguns exemplares daqueles bovinos.
Ciente da sua procedência, dirigiu-se a Porto Novo do Cunha, às fazendas dos senhores Marcondes e dr. Lontra, dos quais comprou sete novilhos que trouxe e vendeu, neste município, a diversos fazendeiros, maior parte dos quais membros da família Rodrigues da Cunha. Anteanimados com a superioridade do zebu, na regeneração do nosso gado bovino, foi que distintos criadores deste município voltaram, com interesse, as suas vistas para esse gado.
Efetivamente, pouco depois, questão de meses, partiu de Uberaba, com destino a Porto Novo, o coronel Teófilo Rodrigues da Cunha, onde adquiriu e trouxe para a sua fazenda Gengibre, a quarta partida de reprodutores zebu introduzida no Triângulo.
Vendendo bem a sua primeira leva, o sr. Cachucha aconselhou ao major Ernesto da Silva e Oliveira a continuar no mesmo ramo de negócio, por ser de primeira ordem.
Este conselho fê-lo voltar ao Rio de Janeiro, para a aquisição da quinta leva de gado zebu que para aqui veio e vendeu a diversos fazendeiros do município, a conto de réis e mais, por cabeça.
Dos dez exemplares de que se compunha esta partida, um foi vendido ao capitão Antônio Borges de Araújo, e foi ele o primeiro touro de raça indiana que entrou para os campos de sua extensa propriedade pastoril.
A sexta leva de reprodutores da raça em apreço foi trazida, ainda de Porto Novo, pelo capitão Joaquim Veloso de Rezende, para os capitães José e Antônio Borges de Araújo. Compunha-se de 4 cabeças, sendo dois touros e uma novilha puros e um garrote de 3/4 de sangue, chegado em Uberaba no dia 29 de novembro de 1889. Este gado foi o primeiro de tipos puros, de grandes orelhas. Um dos touros era o célebre Lontra, cujo proprietário, capitão Antônio Borges de Araújo, por ele rejeitara, naqueles bons tempos, a gorda oferta de 42 contos de réis!
[...] Muitas outras importações se fizeram depois do capitão Joaquim Veloso até que, em 1893, o coronel Teófilo de Godói, de Araguari, por encargo de diversos criadores do município de Uberaba, foi à Índia, de onde trouxe, diretamente, a primeira leva de gado zebu importado. Depois dessa algumas dezenas de levas ainda foram trazidas de Porto Novo e outros lugares do Rio de Janeiro para criadores de Uberaba (1891-1905).
De 1905 a 1921, cerca de 40 levas foram ainda importadas das índias por criadores de Uberaba, representando outras tantas centenas de cabeças de bovinos a dois contos de réis e mais por unidade.
Hoje - está demonstrado - Uberaba possui melhor gado zebu que a própria Índia.
Neste município, o zebu importado encontrou um meio no qual se acha melhor do que no país de onde é originário. A rês, aqui, tem outro aspecto: maior peso, elegância das linhas do corpo, mansidão etc.
Daí formou-se uma raça zebu nacional a que já se deu o nome de Indubrasil, devidamente registrada pelo Herd-Book Zebu de Uberaba de que foi instituidor, há anos, o saudoso dr. José Maria dos Reis.
A criação faz-se pelo sistema extensivo. Daí o não haver, no município, a criação estabulada e sim a semi-estabulada para o gado zebu.
Há três espécies de criadores: o que cria o gado de raça fina para reprodutor; o que cria o gado para o talho e o que se incumbe da era de garrotes para qualquer dos dois fins.
No distrito da cidade há três banheiros carrapaticidas.
Os males que flagelam os rebanhos locais são a diarréia ou pneumo-enterite dos bezerros, a peste da manqueira ou carbúnculo sintomático e o carbúnculo hemático, nos bovinos de sobreano a menos, e o hog-cólera ou batedeira dos leitões, males estes que se curam uns e se previnem outros com o emprego de soros e vacinas anti-carbunculosas.
Na pecuária bovina o sangue zebu substituiu, inteiramente, o sangue das raças antigas do país: china, pedreira, caracu etc.
Hoje, só há predominância das raças indianas: Guzerá, Gir e Nelore [...]."
(PONTES, 1978)
(Obs: O historiador Hildebrando de Araújo Pontes viveu no período de 1879 a 1940.)
**********************************************
"O zebu sofreu no Brasil, por ocasião de sua introdução no país e de sua adaptação ao meio, uma dura e severa campanha.
Dirigiu-a principalmente o ilustre Sr. Dr. Luís Pereira Barreto, homem de justo prestígio nos meios intelectuais e científicos de nossa pátria, médico, filósofo positivista e sociólogo.
Pela imprensa e pelo tribunal, em discursos e conferências, levou ao extremo a luta contra o gado indiano.
Dizia que o zebu não possui valor econômico, pois, sua carne é dura, não é gado leiteiro (sua produção de leite é inferior à das raças européias) e é um animal rude e selvagem. Além disso, tem carne almiscarada.
Essa campanha impressionou, vivamente, numerosos fazendeiros e mesmo as esferas governamentais do país.
O zebu passou a ser repudiado, em muitos lugares. Nem era aceito nas exposições.
Era considerado um “bicho”.
O Cel. José Caetano Borges e o Dr. José Maria dos Reis levaram, certa vez, uma leva de zebus a uma Exposição, em Belo Horizonte.
O gado foi recusado, não queriam admiti-lo.
Foi necessário que os distintos uberabenses se dirigissem a João Pinheiro, o grande estadista que presidia Minas Gerais que, com sua segura visão dos fenômenos econômicos e sociais, determinou que o rebanho fosse recebido na Exposição e, mesmo, julgado.
Para provar que a carne do zebu não é almiscarada, o Cel. Antonio Borges de Araújo, um dia, abateu uma novilha de raça, em pleno largo da Matriz (Praça Rui Barbosa).
Os uberabenses suportaram, com denodo e firmeza, essa terrível campanha. E venceram-na, magnificamente, pelo bem do Brasil.
Aliás, devemos observar que o ilustre Sr. Dr. Luís Pereira Barreto não foi feliz, nas principais lutas que desenvolveu, no país: a que fez contra o zebu e as que empreendeu pelo cultivo do “Café Bourbon” e da Maniçoba."
(MENDONÇA, 1974)
Quem foi Fernando Costa
"Fernando de Souza Costa nasceu em São Paulo (SP) em 1886.
Era filho de Coronel Querubim Fabiano da Costa e Sra. Augusta de Souza Costa.
A vida pública brasileira teve em Fernando Costa um de seus mais lídimos representantes, pelos relevantes serviços prestados para a solução dos problemas maiores da administração, merecedor da admiração e respeito.
Após seus primeiros estudos realizados no tradicional Colégio Coração de Jesus, matriculou-se na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, vindo a diplomar-se em 1907.
Casou-se coma Sra. Anita da Silveira Costa, passando a dedicar sua atividade à agricultura e à indústria, em Pirassununga.
Iniciou sua carreira política em 1912, sendo eleito prefeito municipal de Pirassununga.
Foi eleito deputado federal em 1918, sendo reeleito por várias vezes consecutivas.
Exerceu o cargo de Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, de 1927 a 1930, reestruturando seus departamentos, ocupando, em 1935, o Departamento Nacional de Café.
Em 1937, foi nomeado Ministro da Agricultura, criando então o Serviço de Registro Genealógico e o parque de exposições de Uberaba. Determinou a construção da Escola Nacional de Agronomia, criou pastas zootécnicas e estações experimentais.
Em 5 de junho de 1941, foi indicado e nomeado governador do Estado de São Paulo, cargo que veio a ocupar até a data de 3 de outubro de 1945. Fez a reforma do Instituto Agronômico de Campinas, criou a Diretoria da Indústria Animal, desenvolveu o Serviço Florestal, fundou o Instituto Biológico de São Paulo.
Imprimiu novas bases à indústria animal e criou o Departamento de Lacticínios da Indústria Animal, com seções de bromatologia, lacticínios psicultura, fomento, apicultura e avicultura, criando, na Água Branca, o grande parque destinado à sua sede.
Criou a diretoria do Fomento da Agricultura e as Divisões do Café, Cereais, Leguminosas e Algodão, além de criar 74 centros de puericultura, escolas práticas de agricultura, Casa do Trabalhador, a Casa do Fazendeiro e o Instituto de Zootecnia da indústria da pecuária, em Pirassununga.
[...] se interessou pelo zebu e incitou muita gente, ainda confusa, a criá-lo, abrindo as fronteiras paulistas para as raças indianas que aportavam de Minas.
[...] Preparando-se para se eleger governador de São Paulo, democraticamente, ele foi ceifado em 1945 por um acidente de automóvel na Via Anhanguera.
Têm o seu nome os parques pecuários de São Paulo e de Uberaba, sendo que o de Uberaba iniciou sua construção em 1938, inaugurado em 1941, mantém até hoje a mesma estrutura arquitetônica da época em que foi construído.
O Parque Fernando Costa de Uberaba é da máxima importância para nossa cidade uma vez que realiza anualmente a exposição internacional de zebuínos que coloca Uberaba como um dos mais importantes poios turísticos do Brasil, recebendo delegações de todos os Estados brasileiros e do Exterior."
(CICCI, 2000)
[...] Em princípios de 1889, o major Ernesto da Silva e Oliveira, achando-se em Porto Novo do Cunha, aonde fora a negócios de gado, aí viu uma raça de bovinos que lhe chamou a atenção pela originalidade do seu todo. Eram exemplares da raça zebu que ali já se criavam de longa data. Desse gado comprou dois touros que trouxe embarcados até Três Corações e daí por terra, até Uberaba.
[...] Em viagem para Uberaba, conduzindo aqueles touros, o major Ernesto da Silva e Oliveira, encontrou-se com o sr. Antônio Fontoura Cachucha, que se mostrou bastante interessado na aquisição de alguns exemplares daqueles bovinos.
Ciente da sua procedência, dirigiu-se a Porto Novo do Cunha, às fazendas dos senhores Marcondes e dr. Lontra, dos quais comprou sete novilhos que trouxe e vendeu, neste município, a diversos fazendeiros, maior parte dos quais membros da família Rodrigues da Cunha. Anteanimados com a superioridade do zebu, na regeneração do nosso gado bovino, foi que distintos criadores deste município voltaram, com interesse, as suas vistas para esse gado.
Efetivamente, pouco depois, questão de meses, partiu de Uberaba, com destino a Porto Novo, o coronel Teófilo Rodrigues da Cunha, onde adquiriu e trouxe para a sua fazenda Gengibre, a quarta partida de reprodutores zebu introduzida no Triângulo.
Vendendo bem a sua primeira leva, o sr. Cachucha aconselhou ao major Ernesto da Silva e Oliveira a continuar no mesmo ramo de negócio, por ser de primeira ordem.
Este conselho fê-lo voltar ao Rio de Janeiro, para a aquisição da quinta leva de gado zebu que para aqui veio e vendeu a diversos fazendeiros do município, a conto de réis e mais, por cabeça.
Dos dez exemplares de que se compunha esta partida, um foi vendido ao capitão Antônio Borges de Araújo, e foi ele o primeiro touro de raça indiana que entrou para os campos de sua extensa propriedade pastoril.
A sexta leva de reprodutores da raça em apreço foi trazida, ainda de Porto Novo, pelo capitão Joaquim Veloso de Rezende, para os capitães José e Antônio Borges de Araújo. Compunha-se de 4 cabeças, sendo dois touros e uma novilha puros e um garrote de 3/4 de sangue, chegado em Uberaba no dia 29 de novembro de 1889. Este gado foi o primeiro de tipos puros, de grandes orelhas. Um dos touros era o célebre Lontra, cujo proprietário, capitão Antônio Borges de Araújo, por ele rejeitara, naqueles bons tempos, a gorda oferta de 42 contos de réis!
[...] Muitas outras importações se fizeram depois do capitão Joaquim Veloso até que, em 1893, o coronel Teófilo de Godói, de Araguari, por encargo de diversos criadores do município de Uberaba, foi à Índia, de onde trouxe, diretamente, a primeira leva de gado zebu importado. Depois dessa algumas dezenas de levas ainda foram trazidas de Porto Novo e outros lugares do Rio de Janeiro para criadores de Uberaba (1891-1905).
De 1905 a 1921, cerca de 40 levas foram ainda importadas das índias por criadores de Uberaba, representando outras tantas centenas de cabeças de bovinos a dois contos de réis e mais por unidade.
Hoje - está demonstrado - Uberaba possui melhor gado zebu que a própria Índia.
Neste município, o zebu importado encontrou um meio no qual se acha melhor do que no país de onde é originário. A rês, aqui, tem outro aspecto: maior peso, elegância das linhas do corpo, mansidão etc.
Daí formou-se uma raça zebu nacional a que já se deu o nome de Indubrasil, devidamente registrada pelo Herd-Book Zebu de Uberaba de que foi instituidor, há anos, o saudoso dr. José Maria dos Reis.
A criação faz-se pelo sistema extensivo. Daí o não haver, no município, a criação estabulada e sim a semi-estabulada para o gado zebu.
Há três espécies de criadores: o que cria o gado de raça fina para reprodutor; o que cria o gado para o talho e o que se incumbe da era de garrotes para qualquer dos dois fins.
No distrito da cidade há três banheiros carrapaticidas.
Os males que flagelam os rebanhos locais são a diarréia ou pneumo-enterite dos bezerros, a peste da manqueira ou carbúnculo sintomático e o carbúnculo hemático, nos bovinos de sobreano a menos, e o hog-cólera ou batedeira dos leitões, males estes que se curam uns e se previnem outros com o emprego de soros e vacinas anti-carbunculosas.
Na pecuária bovina o sangue zebu substituiu, inteiramente, o sangue das raças antigas do país: china, pedreira, caracu etc.
Hoje, só há predominância das raças indianas: Guzerá, Gir e Nelore [...]."
(PONTES, 1978)
(Obs: O historiador Hildebrando de Araújo Pontes viveu no período de 1879 a 1940.)
**********************************************
"O zebu sofreu no Brasil, por ocasião de sua introdução no país e de sua adaptação ao meio, uma dura e severa campanha.
Dirigiu-a principalmente o ilustre Sr. Dr. Luís Pereira Barreto, homem de justo prestígio nos meios intelectuais e científicos de nossa pátria, médico, filósofo positivista e sociólogo.
Pela imprensa e pelo tribunal, em discursos e conferências, levou ao extremo a luta contra o gado indiano.
Dizia que o zebu não possui valor econômico, pois, sua carne é dura, não é gado leiteiro (sua produção de leite é inferior à das raças européias) e é um animal rude e selvagem. Além disso, tem carne almiscarada.
Essa campanha impressionou, vivamente, numerosos fazendeiros e mesmo as esferas governamentais do país.
O zebu passou a ser repudiado, em muitos lugares. Nem era aceito nas exposições.
Era considerado um “bicho”.
O Cel. José Caetano Borges e o Dr. José Maria dos Reis levaram, certa vez, uma leva de zebus a uma Exposição, em Belo Horizonte.
O gado foi recusado, não queriam admiti-lo.
Foi necessário que os distintos uberabenses se dirigissem a João Pinheiro, o grande estadista que presidia Minas Gerais que, com sua segura visão dos fenômenos econômicos e sociais, determinou que o rebanho fosse recebido na Exposição e, mesmo, julgado.
Para provar que a carne do zebu não é almiscarada, o Cel. Antonio Borges de Araújo, um dia, abateu uma novilha de raça, em pleno largo da Matriz (Praça Rui Barbosa).
Os uberabenses suportaram, com denodo e firmeza, essa terrível campanha. E venceram-na, magnificamente, pelo bem do Brasil.
Aliás, devemos observar que o ilustre Sr. Dr. Luís Pereira Barreto não foi feliz, nas principais lutas que desenvolveu, no país: a que fez contra o zebu e as que empreendeu pelo cultivo do “Café Bourbon” e da Maniçoba."
(MENDONÇA, 1974)
Quem foi Fernando Costa
"Fernando de Souza Costa nasceu em São Paulo (SP) em 1886.
Era filho de Coronel Querubim Fabiano da Costa e Sra. Augusta de Souza Costa.
A vida pública brasileira teve em Fernando Costa um de seus mais lídimos representantes, pelos relevantes serviços prestados para a solução dos problemas maiores da administração, merecedor da admiração e respeito.
Após seus primeiros estudos realizados no tradicional Colégio Coração de Jesus, matriculou-se na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, vindo a diplomar-se em 1907.
Casou-se coma Sra. Anita da Silveira Costa, passando a dedicar sua atividade à agricultura e à indústria, em Pirassununga.
Iniciou sua carreira política em 1912, sendo eleito prefeito municipal de Pirassununga.
Foi eleito deputado federal em 1918, sendo reeleito por várias vezes consecutivas.
Exerceu o cargo de Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, de 1927 a 1930, reestruturando seus departamentos, ocupando, em 1935, o Departamento Nacional de Café.
Em 1937, foi nomeado Ministro da Agricultura, criando então o Serviço de Registro Genealógico e o parque de exposições de Uberaba. Determinou a construção da Escola Nacional de Agronomia, criou pastas zootécnicas e estações experimentais.
Em 5 de junho de 1941, foi indicado e nomeado governador do Estado de São Paulo, cargo que veio a ocupar até a data de 3 de outubro de 1945. Fez a reforma do Instituto Agronômico de Campinas, criou a Diretoria da Indústria Animal, desenvolveu o Serviço Florestal, fundou o Instituto Biológico de São Paulo.
Imprimiu novas bases à indústria animal e criou o Departamento de Lacticínios da Indústria Animal, com seções de bromatologia, lacticínios psicultura, fomento, apicultura e avicultura, criando, na Água Branca, o grande parque destinado à sua sede.
Criou a diretoria do Fomento da Agricultura e as Divisões do Café, Cereais, Leguminosas e Algodão, além de criar 74 centros de puericultura, escolas práticas de agricultura, Casa do Trabalhador, a Casa do Fazendeiro e o Instituto de Zootecnia da indústria da pecuária, em Pirassununga.
[...] se interessou pelo zebu e incitou muita gente, ainda confusa, a criá-lo, abrindo as fronteiras paulistas para as raças indianas que aportavam de Minas.
[...] Preparando-se para se eleger governador de São Paulo, democraticamente, ele foi ceifado em 1945 por um acidente de automóvel na Via Anhanguera.
Têm o seu nome os parques pecuários de São Paulo e de Uberaba, sendo que o de Uberaba iniciou sua construção em 1938, inaugurado em 1941, mantém até hoje a mesma estrutura arquitetônica da época em que foi construído.
O Parque Fernando Costa de Uberaba é da máxima importância para nossa cidade uma vez que realiza anualmente a exposição internacional de zebuínos que coloca Uberaba como um dos mais importantes poios turísticos do Brasil, recebendo delegações de todos os Estados brasileiros e do Exterior."
(CICCI, 2000)
sábado, 11 de junho de 2011
EM TEMPO, O TEMPO FAZ JUSTIÇA AO GIR
Certa vez, o físico norte-americano John Wheeler sugeriu que “o tempo é aquilo que impede que tudo aconteça de uma só vez”.
Quiçá, esta citação seja uma maneira de me justificar o porquê de não haver defendido a raça Gir através de uma argumentação científica há um tempo em que, o senso comum prevalecia sobre o caráter científico nas concessões que o Serviço de Registro Genealógico das raças zebuínas abria à vertente leiteira.
O tempo nos tem conduzido a todo tempo a busca de questões expressas pela razão sobre nossas posições. Às vezes o tempo exige tempo para o amadurecimento do entendimento.
A questão dicotonômica na raça Gir pouco me interessou até o momento em que a literatura agregou aos poucos conhecimentos que tinha sobre a raça de que, fenotipicamente, era única entre os zebuínos. O porquê disso? Foi então que me interessei a estudá-la, tomando por base a literatura existente e os conhecimentos de criadores pioneiros, levando-me a optar por um rebanho “puro de origem”.
A defesa desse padrão “puro de origem” se expressa na não concordância da criação de um novo padrão racial no Brasil, como se houvesse a possibilidade da existência de duas raças Gir. Padrão este, totalmente descaracterizado daquele estabelecido quando do início da escrituração zootécnica da raça pelo SRG/MAPA/ABCZ. Também, à tentativa dos criadores desse novo padrão em colocar “pureza de raça” como sinônima de “pureza de origem” para justificar a descaracterização de seus animais. E nesse quesito, é sabido que existe uma diferença reveladora entre as expressões. E não poderia ficar de fora dessas justificativas, incursões artificiais e falácias no processo de produção leiteira da raça, e mesmo, a defesa daqueles que consomem e nela acreditam.
Apesar de o tempo ter se atrasado no tempo, uma luz é acesa. Nunca acreditei na existência da escuridão, e sim, na ausência de luz.
A exigência do SRG/MAPA/ABCZ sobre o padrão racial estabelecido através de animais “puros de origem” indiana, isto é, zebuínos não deixa de ser uma luz. Aliás, que luz! Mas isso é só o primeiro passo diante da caminhada que temos pela frente.
Luiz Humberto Carrião
Quiçá, esta citação seja uma maneira de me justificar o porquê de não haver defendido a raça Gir através de uma argumentação científica há um tempo em que, o senso comum prevalecia sobre o caráter científico nas concessões que o Serviço de Registro Genealógico das raças zebuínas abria à vertente leiteira.
O tempo nos tem conduzido a todo tempo a busca de questões expressas pela razão sobre nossas posições. Às vezes o tempo exige tempo para o amadurecimento do entendimento.
A questão dicotonômica na raça Gir pouco me interessou até o momento em que a literatura agregou aos poucos conhecimentos que tinha sobre a raça de que, fenotipicamente, era única entre os zebuínos. O porquê disso? Foi então que me interessei a estudá-la, tomando por base a literatura existente e os conhecimentos de criadores pioneiros, levando-me a optar por um rebanho “puro de origem”.
A defesa desse padrão “puro de origem” se expressa na não concordância da criação de um novo padrão racial no Brasil, como se houvesse a possibilidade da existência de duas raças Gir. Padrão este, totalmente descaracterizado daquele estabelecido quando do início da escrituração zootécnica da raça pelo SRG/MAPA/ABCZ. Também, à tentativa dos criadores desse novo padrão em colocar “pureza de raça” como sinônima de “pureza de origem” para justificar a descaracterização de seus animais. E nesse quesito, é sabido que existe uma diferença reveladora entre as expressões. E não poderia ficar de fora dessas justificativas, incursões artificiais e falácias no processo de produção leiteira da raça, e mesmo, a defesa daqueles que consomem e nela acreditam.
Apesar de o tempo ter se atrasado no tempo, uma luz é acesa. Nunca acreditei na existência da escuridão, e sim, na ausência de luz.
A exigência do SRG/MAPA/ABCZ sobre o padrão racial estabelecido através de animais “puros de origem” indiana, isto é, zebuínos não deixa de ser uma luz. Aliás, que luz! Mas isso é só o primeiro passo diante da caminhada que temos pela frente.
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